Argentinos invadem capital do futebol nos EUA para despedida de Messi

Kansas City recebe multidão de torcedores argentinos para despedida de Messi na Copa do Mundo

Kansas City, 15 de junho de 2026 – Conhecida como a capital do futebol nos Estados Unidos devido à tradição da modalidade na região, Kansas City tem vivido nos últimos dias uma verdadeira invasão de torcedores argentinos. A cidade do meio-oeste americano, que sediará a primeira partida da Argentina na Copa do Mundo 2026, nesta terça-feira (16), contra a Argélia pelo Grupo J, tem visto as camisas azul e branco se tornarem parte da paisagem local.

No aeroporto internacional e nas festas de rua organizadas pela Fifa, os fãs argentinos celebram a provável despedida de Lionel Messi da seleção alviceleste, um momento que, segundo eles, justifica os altos custos dos ingressos e a viagem até os Estados Unidos. "Pode ser a última vez que vamos vê-lo com a camisa da seleção. É um privilégio estar aqui. Não só para ele, para os torcedores, para a Argentina", afirmou Darío García Alonso, 41 anos, durante a "fan fest" da Fifa no domingo (14). O torcedor se destacou na multidão pela semelhança com o craque do Inter Miami.

No mesmo evento, que ocorreu no jardim do National WWI Museum and Memorial, um dos cartões-postais da cidade, os fãs acompanharam o empate em 2 a 2 entre Holanda e Japão pelos telões instalados no local.

Luis Salvador García Alonso, 39 anos, também argentino, comentou sobre a expectativa para o jogo no Arrowhead Stadium: "Estava em dúvida se deveria vir ou não, sabe? Já vi o Messi jogar por clubes, mas vê-lo vestindo as cores da Argentina é muito diferente. É realmente um privilégio vê-lo na América do Norte jogando pela Argentina pela última vez. É paixão e emoção. É algo com que todo argentino sonha. Sei que muitos venderam todas as suas coisas para ver esse momento". Ele estima que cerca de 60 mil argentinos estarão presentes na cidade para a partida.

Outro torcedor, Diego Jérez, 50 anos, que chegou acompanhado dos dois filhos, acredita que é "muito difícil" a Argentina conquistar o bicampeonato consecutivo, feito que só o Brasil conseguiu em 1958 e 1962. No entanto, ele aposta que a seleção pode avançar até as semifinais ou até a final. "Parte da razão que fez eu vir à Copa foi para poder ver o Messi", disse Jérez, que acompanha sua segunda Copa do Mundo presencialmente, após ter ido à França em 1998.

O influenciador digital Salvador Mazzocchi, 42 anos, com mais de três milhões de seguidores no Instagram, destacou a competitividade do torneio. "Argentina, Brasil e Espanha são seleções fortes, e a Alemanha também tem grandes expectativas. Mas é futebol, tudo pode acontecer. Quando a bola começar a rolar, veremos do que as equipes são capazes", afirmou. Sobre Messi, Mazzocchi ressaltou que, mesmo atuando em uma liga menos competitiva, o camisa 10 continua sendo decisivo para a equipe.

Além dos argentinos, o talento de Messi atrai torcedores de outros países da América Latina, como os porto-riquenhos Gabriel Asensio e José Otero, ambos de 26 anos, que também marcam presença em Kansas City para acompanhar o Mundial.

Com a chegada massiva dos fãs argentinos e o clima festivo nas ruas, Kansas City se prepara para viver uma das partidas mais emocionantes da Copa do Mundo 2026, marcada pela possível despedida de um dos maiores ídolos do futebol mundial.

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