EUA dizem ter abatido drones iranianos em meio a avanço de acordo de paz

EUA derrubam drones iranianos no Estreito de Ormuz em meio a avanços nas negociações de paz

Na madrugada deste sábado (13), os Estados Unidos interceptaram e derrubaram múltiplos drones iranianos que tentavam atingir navios comerciais no Estreito de Ormuz, importante rota marítima para o transporte de petróleo e gás do Golfo Pérsico. A ação foi confirmada pelo Comando Central americano (CENTCOM), que garantiu que o tráfego comercial na região segue sem interrupções.

O episódio ocorre poucas horas após Teerã e Washington anunciarem progressos significativos nas negociações para um acordo de paz, mediadas pelo Paquistão. As conversas, que vêm acontecendo de forma intermitente desde abril, foram marcadas por tensões, ameaças e ataques, apesar do frágil cessar-fogo vigente.

Em comunicado publicado na rede social X, o CENTCOM informou que o Irã lançou "múltiplos drones de ataque de uso único" contra navios comerciais, mas que todas as aeronaves foram neutralizadas pelas forças americanas, mantendo o Estreito de Ormuz aberto à navegação.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, destacou em suas redes sociais que o "Memorando de Entendimento de Islamabad" — referência à capital paquistanesa onde ocorreram rodadas anteriores das negociações — está mais próximo do que nunca. No entanto, ele ressaltou que um acordo definitivo só será possível quando todos os pontos em discussão forem completamente resolvidos.

Araghchi detalhou que o acordo prevê o fim do bloqueio naval americano aos portos iranianos e mudanças na administração do Estreito de Ormuz, embora ainda não especificadas. Sobre o urânio enriquecido, tema central das divergências, o chanceler afirmou que a solução seria sua diluição dentro do próprio Irã, contrariando a posição dos EUA, que exigem o desmonte do programa nuclear antes da liberação de US$ 24 bilhões em fundos congelados.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei, rebateu acusações de má-fé nas negociações feitas pelo ex-presidente americano Donald Trump, afirmando que "um entendimento já foi alcançado na maior parte dos pontos".

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, mediador do processo, declarou que "um texto final consensual para o acordo de paz foi concluído" e que "a paz nunca esteve tão próxima". Apesar disso, reconheceu a existência de "desinformação incessante" em torno das negociações.

Um alto funcionário americano também manifestou otimismo, estimando entre 80% e 85% a probabilidade de assinatura do acordo nos próximos dias, embora tenha ressaltado que ainda não há certeza total.

As negociações seguem em andamento, com expectativa internacional pela formalização do acordo que pode pôr fim à guerra no Oriente Médio.

Fonte: link original

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Paulo Mathias

Colunista - Interage Goiânia.

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