Sem propostas concretas, reunião com a Secretaria Municipal de Educação de Aparecida de Goiânia (SME) mantém impasse
A reunião da comissão de negociação realizada na última sexta-feira (17) entre o Sintego Regional Aparecida de Goiânia e a Prefeitura de Aparecida de Goiânia expôs a falta de avanços concretos nas pautas da educação municipal, mesmo após a forte mobilização da categoria no início da semana, que reuniu cerca de 800 trabalhadores em paralisação.
O encontro foi agendado pela própria Prefeitura de Aparecida de Goiânia após a assembleia realizada na última quarta-feira (15), em frente ao Paço Municipal de Aparecida de Goiânia, que foi seguida por uma carreata pelas ruas da cidade. A mobilização ampliou a pressão sobre o Executivo e levou as reivindicações diretamente à Secretaria Municipal de Educação de Aparecida de Goiânia (SME).
Participaram da reunião representantes da Secretaria Municipal de Educação de Aparecida de Goiânia (SME), da Procuradoria do Município, de Recursos Humanos, da assessoria jurídica do sindicato e diretores do Sintego Regional Aparecida de Goiânia. Na pauta, estiveram os principais pontos deliberados em assembleia, com destaque para progressões, titularidades, enquadramento, descongelamento e direitos dos servidores administrativos.
Apesar da cobrança direta e da entrega de uma minuta de acordo elaborada pelo Sintego Regional Aparecida de Goiânia, a Prefeitura de Aparecida de Goiânia não apresentou propostas concretas. De acordo com a própria Procuradoria, o documento sequer foi analisado ou encaminhado internamente.
Pautas consideradas prioritárias pela categoria, como o descongelamento de direitos e a atualização do auxílio-alimentação dos administrativos, seguem sem qualquer avanço.
Outro ponto levantado durante a reunião foi o enquadramento. A Procuradoria informou que o parecer jurídico já foi concluído e encaminhado à Secretaria Municipal de Educação de Aparecida de Goiânia (SME), mas até o momento não foi apresentado ao sindicato. Também foi cobrado um cronograma para execução do descongelamento, ainda sem resposta por parte da gestão.
O Sintego Regional Aparecida de Goiânia voltou a protocolar ofícios cobrando informações formais da Secretaria Municipal de Educação de Aparecida de Goiânia (SME), incluindo a indicação do representante da entidade no Conselho do Fundeb, que permanece sem retorno.
A transparência no processo de progressões e titularidades também foi um dos principais pontos de tensão. O sindicato cobra a divulgação da lista de mais de 3 mil trabalhadores que aguardam evolução na carreira, como forma de garantir lisura e evitar possíveis favorecimentos.
Ao final do dia, após novas cobranças do sindicato, a assessoria da Secretaria Municipal de Educação de Aparecida de Goiânia (SME) entrou em contato com a presidência do Sintego Regional Aparecida de Goiânia e sinalizou a realização de uma nova reunião no dia 22 de maio, ainda sem horário definido. A entidade considerou o prazo distante diante da urgência das pautas apresentadas.
Até o momento, a única sinalização da gestão foi a indicação de pagamento do reajuste do piso salarial sem retroativo e a previsão da data-base para o mês de maio.
Para o presidente do Sintego Regional Aparecida de Goiânia, professor Antônio Carlos, a ausência de propostas concretas demonstra a necessidade de intensificar a mobilização.
“A categoria deu uma resposta muito forte nas ruas, com uma paralisação expressiva. O que esperamos é que essa mobilização seja acompanhada de avanços reais na mesa de negociação, o que infelizmente ainda não aconteceu”, afirma.
Segundo o dirigente, a falta de retorno sobre pontos centrais da pauta preocupa.
“Estamos tratando de direitos que estão represados há anos. Não é razoável que sequer haja análise das propostas apresentadas pelo sindicato. A categoria precisa de respostas concretas e de um cronograma claro para o cumprimento desses direitos”, completa.
Mobilização pressiona gestão
A reunião ocorre como desdobramento direto da paralisação do dia 15, que reuniu cerca de 800 trabalhadores da educação em frente ao Paço Municipal de Aparecida de Goiânia. Após a assembleia, a categoria seguiu em carreata pelas ruas da cidade, encerrando o ato em frente à Secretaria Municipal de Educação de Aparecida de Goiânia (SME), onde reforçou as reivindicações junto à gestão.
Durante a assembleia, foram aprovados novos encaminhamentos, como a realização de um ato público no dia 23 de abril, no Buriti Shopping, além do fortalecimento da organização por unidade de trabalho e da intensificação do abaixo-assinado “Descongela Já”.
Denúncia ao Ministério Público
Entre os desdobramentos da mobilização, o Comando de Luta juntamente com o Sintego Regional Aparecida de Goiânia também protocolou denúncia no Ministério Público de Aparecida de Goiânia contra a terceirização das cozinhas escolares da rede municipal.
A iniciativa foi motivada por relatos de precarização nas condições de trabalho e preocupações com a qualidade da merenda oferecida aos estudantes. O Ministério Público se comprometeu a acompanhar o caso e realizar fiscalizações nas unidades escolares.
O Sintego Regional Aparecida de Goiânia reforça que a mobilização da categoria seguirá ativa e que novas ações poderão ser intensificadas caso não haja avanços concretos nas negociações.










