No início de junho de 2026, o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), enviou uma carta ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, solicitando que os Estados Unidos não aplicassem tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, conforme recomendação de uma investigação comercial americana.
Em resposta, Rubio agradeceu a visita recente de Flávio a Washington e o apoio manifestado, mas ressaltou que a investigação evidenciou diferenças substanciais entre os países em relação a questões comerciais. A carta, publicada pela coluna de Malu Gaspar no jornal O Globo e confirmada pela Folha, destacou pontos divergentes como comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais, aplicação da lei anticorrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal.
O anúncio da proposta de tarifas ocorreu cerca de uma semana após encontro entre Flávio Bolsonaro e o ex-presidente Donald Trump, fato que aliados do presidente Lula (PT) têm usado para associar Flávio à medida e sugerir que ele age contra interesses nacionais.
Rubio informou que qualquer interessado no Brasil pode participar do período de comentários públicos e da audiência pública marcada para 6 de julho, na qual Flávio Bolsonaro e o jornalista Paulo Figueiredo estão inscritos para participar.
Sobre as eleições de outubro, o secretário americano destacou o “otimismo” de Flávio e sua oferta de uma equipe de transição caso seja eleito. Rubio afirmou que os Estados Unidos estão prontos para cooperar com os líderes brasileiros escolhidos pelo povo para estabelecer uma relação comercial ampla, justa e mutuamente benéfica.
O secretário de Estado encerrou a carta com votos de que “Deus abençoe os Estados Unidos e o Brasil”.
Fonte: FOLHA DE SP | POLITICA









