Às vésperas do jogo entre Brasil e Escócia, o jornalista escocês Andrew Downie, autor da biografia Epic – The Many Lives of Pelé, que será lançada em novembro pela Penguin, afirma que não se pode considerar Lionel Messi o maior jogador de todos os tempos sem conhecer a trajetória e o contexto de Pelé.
Downie, que negocia a publicação da obra no Brasil, ressalta que até 2022, ano da morte de Pelé, o Rei do Futebol era considerado incontestavelmente o maior da história. No entanto, o desempenho de Messi na Copa do Mundo de 2026, com cinco gols em dois jogos e o título de maior artilheiro das Copas, tornou o debate mais complexo.
O autor evita alimentar rivalidades e explica que sua biografia pode ser vista como uma defesa da grandeza de Pelé, destacando aspectos como sua habilidade no cabeceio, versatilidade com as duas pernas, contribuição na marcação e as três Copas do Mundo conquistadas, contra uma de Messi até o momento.
Downie critica a recente prática de contabilizar apenas gols oficiais para comparar artilheiros, apontando que Pelé marcou 1.283 gols considerando amistosos, superando Messi e Cristiano Ronaldo. Ele também destaca a força dos adversários enfrentados pelo brasileiro, como grandes clubes europeus, e compara a competitividade do futebol brasileiro nas décadas de 1960 e 1970 ao impacto cultural do Reino Unido na música ou da Califórnia na tecnologia.
Para o jornalista, compreender o contexto histórico e as condições em que Pelé jogou é fundamental para avaliar corretamente sua importância no futebol mundial.
Fonte: FOLHA DE SP | ESPORTES








