O “bulking” é o período da preparação de um fisiculturista em que o atleta faz uma dieta de superávit calórico a fim de aumentar sua quantidade de massa muscular. Com a alta ingestão de alimentos, no entanto, é possível que o estômago seja dilatado, o que pode representar um problema, especialmente para competidores da Men’s Physique – categoria que exige cintura fina e ombros largos.
Em entrevista à coluna, Vitor Chaves – atual top 10 do Olympia, o campeonato mais importante do fisiculturismo mundial – revela que uma das melhores alternativas para atletas dessa categoria durante o “bulking” é fracionar as refeições: “É preferível você comer menores quantidades mais vezes do que comer tudo de uma vez só. Vamos supor que a sua ingestão diária é de 4.000 calorias. É melhor você porcionar tudo isso em cinco refeições do que em três, por exemplo”.
Ele ainda destaca a importância de consumir alimentos com alta densidade calórica, evitando ultraprocessados que possam atrapalhar a absorção de nutrientes e o funcionamento da flora intestinal. Sobre os treinos, Vitor alerta que alguns exercícios que exigem estabilização abdominal, como o agachamento livre, podem prejudicar a linha da cintura se realizados com cargas muito altas. “Eu faço, mas não utilizo as cargas mais altas que eu conseguiria nesse exercício em específico. Eu recomendo que o atleta sempre se atente ao controle abdominal”, afirma.
Além disso, o fisiculturista profissional e nutricionista ressalta a importância de não abandonar o treino cardiovascular durante o bulking, pois ele tem funções que vão além do gasto energético: “Continue fazendo ele, mesmo que você tenha que ingerir mais calorias para se manter em superávit”.
Vale lembrar que estratégias usadas por atletas profissionais não devem ser reproduzidas pelo público geral sem acompanhamento médico especializado.
Fonte: FOLHA DE SP | ESPORTES









