Em Los Angeles, onde está uma das maiores comunidades iranianas fora do Irã, a chamada “Tehrangeles”, a Copa do Mundo de 2026 tem provocado um debate entre os membros da diáspora sobre a seleção nacional do Irã.
Com cerca de 230 mil iranianos vivendo na região de Westwood, a comunidade mantém viva a cultura do país, exibindo a antiga bandeira iraniana, símbolo do Irã pré-Revolução Islâmica de 1979. No entanto, a proximidade do jogo entre Irã e Bélgica, realizado neste domingo (21) no estádio local, divide opiniões entre torcedores e opositores do regime atual.
Roozbeh Farahanipour, ativista e líder da oposição iraniana em Los Angeles, que vive nos Estados Unidos desde 2000 após participar dos protestos contra o regime, declarou que não pretende acompanhar a partida. Segundo ele, a seleção representa o governo autoritário e o uso da camisa da República Islâmica é uma forma de promover a imagem do regime.
Apesar disso, Farahanipour demonstra simpatia pelos jogadores, afirmando que muitos buscam na seleção uma oportunidade para mostrar seu talento internacionalmente. Ele também critica a restrição imposta pela Fifa à exibição da antiga bandeira e manifestações políticas nos estádios, defendendo a liberdade de expressão dos torcedores nos EUA.
O debate reflete a complexidade da relação entre a comunidade iraniana nos EUA e o atual governo do Irã, especialmente em eventos esportivos de grande visibilidade como a Copa do Mundo.
Fonte: FOLHA DE SP | ESPORTES









