O ex-ministro Márcio França (PSB) retomou as conversas para disputar o governo de São Paulo nas eleições de 2026, argumentando que sua candidatura pode viabilizar a realização de um segundo turno no estado. Emissários de França estiveram reunidos com lideranças estaduais do PT na semana passada.
O projeto ganhou força após as desistências recentes de Paulo Serra (PSDB) e Kim Kataguiri (Missão), que haviam anunciado suas candidaturas ao governo paulista.
A avaliação política é que, caso permaneçam apenas Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT) como candidatos competitivos, a tendência é que a eleição seja decidida em primeiro turno, já que os demais concorrentes representam legendas nanicas.
Com a entrada de França na disputa, há potencial para que ele retire votos de Tarcísio, impedindo que o atual governador alcance a maioria absoluta na primeira votação. Além disso, França e Haddad atuariam em uma espécie de dobradinha contra Tarcísio, com França destacando-se pelo estilo combativo em debates e nas redes sociais.
Outro ponto estratégico envolve as candidaturas ao Senado. França, Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) estão colocados para apenas duas vagas. Nesse cenário, a chapa de França lançaria apenas Tebet, enquanto Marina Silva concorreria na chapa de Haddad, configurando uma aliança informal entre as candidatas.
Fonte: FOLHA DE SP | POLITICA









