A verdade e a percepção frequentemente divergem, influenciando a forma como interpretamos o mundo ao nosso redor. Apesar do acesso facilitado à informação, muitos continuam a manter percepções erradas, impactando tanto a vida pessoal quanto a coletiva.
Segundo a jornalista e comentarista Mafalda Anjos, formada em direito e autora de obras como Carta a um Jovem Decente, essa dissonância entre fato e percepção é explorada por políticos para amplificar ilusões ou tirar proveito delas.
O comportamento humano, moldado biologicamente, contribui para essa tendência. Como mamíferos, possuímos um lobo pré-frontal pequeno, responsável pelo controle executivo da mente, e um sistema de alarme baseado na adrenalina, que ativa respostas primitivas de luta ou fuga. Esses mecanismos, embora essenciais à sobrevivência, também alimentam ilusões e distorções.
A filósofa Hannah Arendt, em As Origens do Totalitarismo, destaca que a incapacidade de distinguir entre fato e ficção pode favorecer regimes totalitários.
O investigador social Bobby Duffy aborda o tema em seu livro Os Perigos da Percepção, onde analisa como os meios de comunicação influenciam nossas interpretações e percepções.
Fonte: FOLHA DE SP | POLITICA









