Jaques Wagner, líder do governo Lula no Senado e pré-candidato à reeleição, foi alvo nesta quinta-feira (18) de uma operação da Polícia Federal relacionada às investigações sobre o Banco Master. Wagner, de 75 anos, é um dos aliados mais próximos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e já foi cogitado como candidato petista à presidência em 2018, até desistir após uma operação policial em seu apartamento.
Nascido no Rio de Janeiro, Wagner construiu sua carreira política na Bahia, onde foi líder sindical no polo petroquímico de Camaçari e participou da fundação do PT e da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no estado. Ele foi deputado federal por três mandatos entre 1991 e 2003, governador da Bahia por dois mandatos (2007-2014) e ocupou cargos ministeriais nos governos Lula e Dilma Rousseff.
Em 2006, Wagner derrotou Paulo Souto no primeiro turno da disputa pelo governo da Bahia, marcando a derrota do carlismo no estado. Ele também foi ministro do Trabalho, das Relações Institucionais, da Defesa e da Casa Civil ao longo de sua trajetória política.
Wagner já foi alvo da Operação Cartão Vermelho, que investigou suspeitas envolvendo repasses de empreiteiras na Arena Fonte Nova, em Salvador. Na ocasião, a Polícia Federal afirmou que ele teria recebido R$ 82 milhões em propina e doações, acusações que o senador negou.
Até a publicação desta reportagem, Wagner não havia se manifestado sobre a nova operação da PF.
Fonte: FOLHA DE SP | POLITICA








