Vinicius Junior chegou à Copa do Mundo de 2026 carregando uma responsabilidade que poucos jogadores brasileiros enfrentaram nos últimos tempos. Além de conduzir uma seleção que há mais de duas décadas busca retomar o topo do futebol mundial, ele consolidou-se como o principal jogador brasileiro em atividade.
Mesmo sendo decisivo no maior clube do mundo, acumulando títulos, gols em finais e atuações memoráveis, a condição de protagonista de Vinicius ainda é questionada de forma desproporcional aos seus feitos.
Na Copa do Mundo de 2026, ele foi o artilheiro da seleção e o jogador que mais vezes apareceu para decidir partidas importantes. Diferentemente de atletas que vivem de expectativa, Vinicius já entregou desempenho, números e protagonismo em momentos de máxima pressão.
Parte da resistência em reconhecê-lo plenamente pode estar ligada à forma como a memória do futebol brasileiro é construída, com ídolos como Pelé, Romário, Ronaldo e Ronaldinho sendo lembrados como figuras quase incontestáveis, enquanto as críticas e dúvidas são apagadas com o tempo. O presente, por sua vez, costuma ser mais severo, pois acompanha erros e derrotas em tempo real.
Além disso, Vinicius enfrentou ataques racistas na Espanha, o que elevou sua carreira para além dos gols e títulos. Ao denunciar esses episódios e recusar a normalização do racismo, tornou-se uma das principais vozes contra o preconceito no futebol.
Fonte: FOLHA DE SP | ESPORTES









