Fortuna de Elon Musk pode ultrapassar riqueza de quase metade da população mundial após IPO da SpaceX
A abertura de capital da SpaceX, empresa aeroespacial e de inteligência artificial do bilionário Elon Musk, pode elevar sua fortuna pessoal para mais de US$ 1 trilhão, tornando-o o primeiro trilionário do mundo. A estimativa foi divulgada nesta quinta-feira (11) pela ONG humanitária Oxfam, que alerta para a crescente concentração de riqueza global.
Segundo a análise, a riqueza de Musk passaria a ser maior do que a soma dos patrimônios dos 46% mais pobres da população mundial — cerca de 3,8 bilhões de pessoas. Para se ter uma ideia, se o empresário gastasse US$ 1 milhão por dia, levaria aproximadamente 2.740 anos para consumir US$ 1 trilhão, sem considerar rendimentos.
A Oxfam critica o cenário como resultado de décadas de políticas econômicas que favorecem bilionários, permitindo que eles moldem as regras a seu favor. Nabil Ahmed, diretor sênior de justiça econômica da Oxfam América, classificou a ascensão de Musk ao status de trilionário como “um marco para a oligarquia e um dia sombrio para a democracia”.
O relatório destaca que a concentração extrema de riqueza é incompatível com uma democracia saudável, já que desigualdade econômica gera desigualdade política. A ONG ainda aponta que um imposto de 10% sobre a fortuna estimada de Musk poderia erradicar a pobreza extrema no mundo por um ano, beneficiando mais de 800 milhões de pessoas. Mesmo após essa doação, Musk continuaria entre os dez bilionários mais ricos do planeta.
Além disso, a Oxfam ressalta que grande parte da fortuna do empresário está ligada ao apoio governamental recebido, especialmente durante a administração do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A SpaceX obtém cerca de 20% de sua receita do governo federal americano, e a oferta pública inicial (IPO) deve beneficiar funcionários do governo, empresas de capital de risco e executivos da companhia.
A IPO da SpaceX, prevista para esta sexta-feira (12), será a maior da história, superando o recorde da petrolífera saudita Aramco em 2019. A capitalização de mercado da empresa poderá alcançar cerca de US$ 1,77 trilhão, colocando-a entre as dez maiores empresas de capital aberto do mundo, atrás apenas de gigantes como Nvidia, Apple, Alphabet (Google), Microsoft e Amazon.
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