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Trabalho noturno aumenta risco de pedras nos rins? Estudo revela resposta

Trabalho noturno aumenta o risco de pedras nos rins, aponta um estudo publicado na revista Mayo Clinic Proceedings.

A pesquisa revelou que, embora o aumento seja modesto, profissionais que trabalham em horários alternativos, especialmente à noite, têm mais chances de desenvolver o problema que afeta milhões de pessoas no mundo.

As chamadas “pedras nos rins” (ou cálculo renal) são formações sólidas que surgem quando a urina fica muito concentrada, acumulando sais minerais que se cristalizam.

O problema pode causar dores intensas, infecções, sangramento urinário e até internações hospitalares.

Estima-se que cerca de 1 em cada 10 pessoas terá pelo menos um episódio ao longo da vida.

Trabalho noturno e pedra nos rins: o que a pesquisa revelou

O levantamento analisou dados de mais de 200 mil participantes do banco de saúde britânico UK Biobank, acompanhados por quase 14 anos.

Nesse período, cerca de 3 mil desenvolveram pedras nos rins.

Comparando quem trabalhava em turnos com aqueles que tinham rotina regular de trabalho diurno, os cientistas observaram que os primeiros apresentavam 15% mais chances de desenvolver o problema.

O risco foi mais evidente em trabalhadores com menos de 50 anos e em pessoas com estilo de vida sedentário.

Por que os turnos afetam os rins?

Segundo os pesquisadores, alguns fatores ajudam a explicar essa relação:

  • Sono irregular: noites mal dormidas alteram o funcionamento do corpo e aumentam processos inflamatórios.
  • Menor ingestão de líquidos: quem trabalha em horários incomuns costuma beber menos água, deixando a urina mais concentrada.
  • Sedentarismo: longos períodos sentados elevam o risco não só de cálculos renais, mas também de obesidade e doenças metabólicas.
  • Maior índice de massa corporal (IMC): excesso de peso está associado a maior produção de substâncias que favorecem a formação das pedras.

Além disso, a quebra do ritmo circadiano (o relógio biológico que regula nossas funções vitais) pode afetar o equilíbrio de água e sais minerais nos rins.

Noite de trabalho, dia de atenção

O dado mais marcante da pesquisa foi que o risco foi mais elevado em quem trabalhava à noite.

Para os autores, isso reforça a importância de estratégias de cuidado com a saúde renal em profissionais que mantêm jornadas fora do horário convencional, como médicos, enfermeiros, seguranças, motoristas e atendentes de call center.

Como reduzir o risco

Embora não seja possível mudar a rotina de todos os profissionais, algumas medidas ajudam a proteger os rins, mesmo para quem não pode evitar os turnos:

  • Beber bastante água ao longo do dia e do trabalho, mesmo sem sentir sede.
  • Evitar excesso de sal e alimentos ultraprocessados.
  • Manter um peso saudável.
  • Praticar atividade física regularmente.
  • Garantir momentos de sono de qualidade em ambiente escuro, mesmo durante o dia.
  • Reduzir o consumo de cigarro e álcool.

Um alerta para empregadores e trabalhadores

O estudo mostra que o impacto do trabalho em turnos vai além do cansaço ou da vida social comprometida.

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Embora o aumento de risco seja relativamente pequeno, acumulado ao longo do tempo e associado a outros fatores, pode ter peso significativo para a saúde renal.

Reconhecer que o trabalho noturno aumenta o risco de pedras nos rins é um passo importante para que empresas e profissionais adotem estratégias de proteção.

Pausas para hidratação, acesso facilitado a banheiros e maior flexibilidade nos horários são medidas simples que podem fazer diferença.

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Cuidar dos rins é cuidar da saúde como um todo.

Para quem precisa encarar jornadas noturnas, a prevenção continua sendo a melhor forma de evitar complicações.

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Postado por:

Paulo Mathias

Colunista - Interage Goiânia.

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