**Operação conjunta entre EUA e Venezuela resulta na morte do líder do Tren de Aragua**
Caracas – Uma operação conjunta entre Estados Unidos e Venezuela culminou na morte de Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como Niño Guerrero, apontado como chefe da organização criminosa venezuelana Tren de Aragua. A ação ocorreu no estado de Bolívar, no sudeste da Venezuela, conforme confirmaram os governos dos dois países nesta sexta-feira (12).
O presidente dos EUA, Donald Trump, divulgou inicialmente a informação, afirmando que o ataque foi conduzido pelo Comando Sul americano. Trump publicou um vídeo que, segundo ele, mostra o momento do ataque. O governo venezuelano confirmou sua participação na operação e informou que Guerrero foi “neutralizado” durante confrontos com integrantes de grupos criminosos.
Em comunicado, as autoridades venezuelanas destacaram que a operação contou com “apoio tecnológico especializado” e foi realizada por meio de cooperação e intercâmbio de informações de inteligência entre os dois países.
Trump havia classificado o Tren de Aragua como organização terrorista no ano passado e ressaltou que a ação foi coordenada “de perto” com o governo venezuelano, indicando que o ataque ocorreu em território venezuelano.
Segundo o presidente americano, “sob minhas ordens, o Comando Sul dos Estados Unidos realizou um ataque cinético rápido e letal para executar com sucesso Niño Guerrero, o infame líder do Tren de Aragua, uma das organizações terroristas mais sanguinárias do planeta”.
O Tren de Aragua, fundado em 2014 na prisão de Tocorón, no estado de Aragua, é acusado de envolvimento em extorsão, assassinatos por encomenda, tráfico de drogas, tráfico de pessoas, prostituição e garimpo ilegal. O grupo expandiu suas atividades para diversos países da América Latina.
Niño Guerrero era considerado o principal líder da organização e estava sob acusações federais em Nova York por associação criminosa, extorsão, tráfico de drogas e armas. O Departamento de Estado dos EUA oferecia uma recompensa de US$ 5 milhões por informações que levassem à sua prisão ou condenação. Em julho de 2025, ele e outros membros do grupo foram alvo de sanções americanas.
Em dezembro, promotores federais anunciaram acusações contra 70 integrantes do Tren de Aragua, incluindo Guerrero. Em setembro de 2023, o governo de Nicolás Maduro afirmou ter “desmantelado totalmente” a organização após ocupar militarmente a prisão de Tocorón, mas Guerrero já era considerado foragido.
Ao longo do último ano, o governo Trump ordenou ataques a embarcações no Mar do Caribe e no Pacífico que supostamente transportavam drogas para os EUA, algumas pertencentes ao Tren de Aragua. Em outubro, Trump chegou a afirmar que os EUA estavam em “conflito armado” com as gangues venezuelanas.
A Casa Branca, o Pentágono e o Comando Sul dos EUA não responderam imediatamente a pedidos de comentário sobre a operação.
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*Foto: Donald Trump durante entrevista no Salão Oval da Casa Branca. — Reuters/Daniel Heuer*
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