Em entrevista ao programa Roda Viva, na segunda-feira (22), o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes fez críticas ao ministro André Mendonça, relator do caso Master, e demonstrou insatisfação com o presidente da corte, Edson Fachin, pela condução do debate sobre um código de ética do Supremo. Além disso, foi questionado sobre a transparência dos rendimentos dos magistrados.
Durante a conversa, Gilmar Mendes em alguns momentos se esquivou de respostas e opinou sobre casos em andamento, atitude que, segundo a Loman (Lei Orgânica da Magistratura), é vedada.
Pontos polêmicos da entrevista:
- Crítica a André Mendonça: Gilmar classificou como “erro crasso” a atuação de Mendonça ao receber um advogado que teria feito proposta de delação seletiva, ressaltando que a lei não permite que relator ou juiz participem diretamente de acordos de delação, que são firmados entre Ministério Público ou Polícia Federal e o delator.
- Banco Master e Lava Jato: O ministro comparou o caso Master à operação Lava Jato, destacando preocupações com vazamentos de mensagens pessoais e prisões de familiares. Ele citou que, no caso Master, houve autorização para quebra de sigilo e divulgação de conversas íntimas, enquanto na Lava Jato ocorreram vazamentos emblemáticos, como as escutas entre Dilma Rousseff e Lula em 2016.
- Discussão sobre o código de ética do STF: Gilmar manifestou descontentamento com a forma como o presidente Edson Fachin tem conduzido o debate sobre o código de ética da corte.
- Transparência dos rendimentos dos magistrados: O ministro foi questionado sobre a transparência dos salários e rendimentos dos membros do Judiciário, tema que gerou questionamentos durante a entrevista.
- Posicionamento sobre casos em andamento: Gilmar evitou comentar diretamente sobre o caso da tentativa de golpe de Estado, alegando não ter participado do julgamento específico, embora a revisão criminal esteja sob análise da Segunda Turma, da qual ele é integrante.
Fonte: FOLHA DE SP | POLITICA









