O latereio, lance no futebol em que a bola é lançada para a área adversária em vez de ser passada para um companheiro próximo, tem ganhado espaço nas principais competições do mundo.
Trata-se de uma jogada que combina as características do lateral com o escanteio, muitas vezes considerada feia por sua execução lenta e sem efeito, e pela tendência de quem cabeceia a bola a fazê-lo para trás. Apesar disso, sua utilização vem aumentando. Na Copa do Mundo de 2014, o latereio ocorria em média uma vez por jogo, enquanto na edição atual já ultrapassa duas vezes por partida. No Campeonato Inglês, principal liga mundial, o uso do latereio quase triplicou nas últimas duas temporadas.
Para avaliar a eficácia do latereio, a análise considerou cobranças realizadas nos últimos 35 metros do campo, comparando mais de 330 latereios com quase 3.000 laterais comuns nas últimas quatro Copas do Mundo.
Os resultados indicam que, embora o latereio mantenha a posse de bola em menos da metade das cobranças (contra quase 90% dos laterais tradicionais), ele gera finalizações em 20% das jogadas, quase três vezes mais do que os 7% dos laterais comuns. Além disso, a chance de gol após o latereio é aproximadamente quatro vezes e meia maior (1,49% contra 0,34%).
Assim, apesar de perder em posse, o latereio se destaca por criar situações de confusão na área adversária, favorecendo rebotes e oportunidades de chute, e vem se consolidando como uma estratégia ofensiva nas competições de alto nível.
Fonte: FOLHA DE SP | ESPORTES









