Heineken anuncia corte de até 6.000 empregos globais em meio à queda no consumo de cerveja
A Heineken, uma das maiores cervejarias do mundo, anunciou um plano de reestruturação que prevê a eliminação de aproximadamente
A Heineken, uma das maiores cervejarias do mundo, anunciou um plano de reestruturação que prevê a eliminação de aproximadamente 5 mil a 6 mil postos de trabalho nos próximos anos. A medida faz parte de uma estratégia para reduzir custos e aumentar a produtividade diante da queda no consumo de cerveja em mercados importantes.
Com cerca de 87 mil funcionários no mundo, o corte representa perto de 7% da força de trabalho da companhia. A redução deve ocorrer ao longo de dois anos, com maior impacto nas operações europeias.
Mudança no comportamento do consumidor
A decisão reflete um cenário desafiador para o setor de bebidas alcoólicas. Entre os principais fatores apontados estão os preços mais elevados e uma mudança gradual nos hábitos de consumo, com parte do público moderando a ingestão de álcool. Esse movimento tem pressionado as vendas e levado grandes empresas a rever estratégias.
Apesar da retração nos volumes comercializados, o mercado financeiro reagiu de forma positiva ao anúncio, interpretando o plano como um esforço para manter a competitividade e preservar margens em um período de transição para a indústria.
Estratégia e projeções
A reestruturação faz parte de um plano operacional mais amplo, voltado ao ganho de eficiência e à geração de economias anuais significativas. A empresa mantém uma perspectiva cautelosa para o curto prazo, mas demonstra confiança na retomada do crescimento da categoria no médio e longo prazo.
Mudanças na liderança
O momento também coincide com uma transição no comando da companhia. O CEO Dolf van den Brink deixará o cargo em maio, e a busca por um sucessor já foi tratada como prioridade pelo conselho. A troca reforça o período de ajustes internos enquanto a empresa se adapta às novas dinâmicas do mercado global.
Tendência no setor
O movimento da Heineken acompanha um comportamento observado em outras gigantes do segmento, que também têm sinalizado demanda mais moderada nos mercados ocidentais. O cenário aponta para um setor em transformação, no qual eficiência operacional e inovação devem se tornar ainda mais decisivas.


