EUA deportam ativista iraniana pró-democracia para a África, diz advogada

**EUA deportam ativista iraniana pró-democracia para a República Centro-Africana, afirma advogada**

Por Reuters

12 de junho de 2026, 11h25

Os Estados Unidos deportaram uma ativista iraniana pró-democracia para a República Centro-Africana, conforme informou sua advogada nesta sexta-feira (12). A ativista integra um grupo de mulheres iranianas que fugiram do Irã devido à perseguição do regime dos aiatolás, buscando refúgio nos EUA. No entanto, essas mulheres passaram a ser alvo da política anti-imigratória do governo Trump.

Na quinta-feira (11), o Fundo de Defesa Jurídica Irano-Americano (IALDF), organização sediada nos EUA que auxilia cidadãos irano-americanos, alertou que três iranianas corriam risco de deportação, incluindo uma mulher convertida ao cristianismo. Segundo a advogada Emily Trostle, uma dessas mulheres já foi deportada nesta sexta-feira para a República Centro-Africana, e há possibilidade de que as outras duas também sejam enviadas para o mesmo destino.

“Essas pessoas estão sendo removidas dos Estados Unidos e abandonadas em um país onde não têm status legal, nenhuma ligação e nenhuma rede de apoio. Tememos que, no fim das contas, elas sejam forçadas a retornar aos países de onde fugiram originalmente”, declarou Trostle à Reuters. “Elas não têm absolutamente nenhuma ligação com esse lugar [República Centro-Africana].”

De acordo com a ONG, o avião que transportou a deportada fez escala em Accra, capital de Gana, antes de seguir para Bangui, capital da República Centro-Africana. Gana e a República Centro-Africana firmaram acordos com o governo Trump para receber deportados de outras nacionalidades. Tais acordos são aplicados em casos de estrangeiros que haviam obtido proteções legais para evitar repatriação a seus países de origem.

O Departamento de Segurança Interna dos EUA afirmou na semana passada que todos os deportados receberiam o devido processo legal completo. Embora Washington defenda a legalidade desses acordos, grupos de direitos humanos criticam a falta de transparência e alertam que muitos deportados acabam sendo forçados a retornar a seus países originais.

Fonte: link original

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Paulo Mathias

Colunista - Interage Goiânia.

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