EUA alertam influenciadores que queiram monetizar conteúdo no país usando visto de turista

**EUA alertam influenciadores que desejam monetizar conteúdo durante a Copa do Mundo usando visto de turista**

A poucos dias do início da Copa do Mundo da FIFA 2026, os Estados Unidos emitiram um alerta para influenciadores estrangeiros que planejam produzir e monetizar conteúdo no país utilizando apenas o visto de turista (B-2). Em comunicado conjunto da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP) e do Departamento de Segurança Interna, o governo americano reforçou que o visto B-2 é destinado exclusivamente a viagens de lazer, visitas familiares e tratamentos médicos, e não autoriza atividades profissionais remuneradas.

Segundo a nota enviada ao jornal espanhol *El País*, "entrar nos Estados Unidos com o único propósito de criar conteúdo (como influenciador) e gerar renda a partir do país é considerado trabalho e exige o visto apropriado". O descumprimento dessas regras pode resultar em cancelamento do visto, deportação e restrições para futuras entradas no território americano.

Como alternativa legal, os criadores de conteúdo podem solicitar o visto O-1, destinado a profissionais com habilidades extraordinárias em áreas como artes, esportes, ciência e negócios. Esse documento permite a realização de atividades remuneradas, incluindo campanhas publicitárias e parcerias comerciais.

Fontes do governo dos EUA, sob condição de anonimato, informaram que a administração do presidente Donald Trump planeja intensificar a fiscalização em aeroportos e postos de fronteira para identificar influenciadores que utilizam vistos de turista para trabalhar no país, com o objetivo declarado de "proteger empregos americanos". "Eles mesmos se denunciam por meio dos vídeos", afirmou a fonte, referindo-se aos conteúdos compartilhados nas redes sociais que detalham obtenção de vistos e viagens para produção de material digital.

A rígida política migratória tem gerado apreensão global. Recentemente, torcedores do Irã foram barrados na entrada do país, e um árbitro da Somália foi deportado pelas autoridades americanas. Esses episódios evidenciam o clima de incerteza para quem deseja acompanhar ou trabalhar durante o evento esportivo.

O MetLife Stadium, localizado em East Rutherford, Nova Jersey, será uma das sedes da Copa do Mundo de 2026, incluindo a final do torneio. O evento deve atrair centenas de criadores de conteúdo interessados em registrar a experiência para milhões de seguidores, o que torna o alerta das autoridades ainda mais relevante.

Até o momento, não há informações claras sobre a aplicação prática das novas regras nem registros públicos de fiscalizações específicas relacionadas a essa medida. As autoridades recomendam que influenciadores e demais profissionais busquem a documentação adequada para evitar problemas legais durante sua estadia nos Estados Unidos.

Fonte: link original

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Postado por:

Paulo Mathias

Colunista - Interage Goiânia.

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