**Torcida brasileira perde fôlego após empate com Marrocos na estreia da Copa do Mundo 2026 em Nova Jersey**
East Rutherford (EUA) – A estreia do Brasil na Copa do Mundo 2026, realizada neste sábado (13) no MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey, reuniu uma torcida majoritariamente verde e amarela entre as 80,6 mil pessoas presentes, lotação máxima do estádio. No entanto, o entusiasmo da torcida brasileira esfriou ainda no primeiro tempo da partida contra Marrocos, que terminou em empate por 1 a 1.
O domínio brasileiro nas arquibancadas era evidente, com apenas cinco setores ocupados pela torcida marroquina, identificada pelo vermelho. A animação inicial, que contrastava com o clima apático de Nova York em relação à Copa, diminuiu após o gol do Marrocos, momento em que muitos torcedores brasileiros passaram a se sentar, demonstrando um recuo no ânimo. O gol de Vinicius Junior, que empatou o jogo para o Brasil, trouxe um breve reacender da torcida, mas a empolgação não se sustentou até o fim do jogo.
Entre os presentes estava Gabriel Arantes do Nascimento, 25 anos, neto do Rei Pelé. Em entrevista após o primeiro tempo, ele destacou a importância de uma eventual conquista do hexacampeonato como uma homenagem ao avô. “Meu avô é o maior de todos os tempos, então nenhuma homenagem estaria à altura dele, mas o hexa seria, sim, uma grande homenagem”, afirmou. Gabriel também defendeu a presença de Neymar na seleção, discordando da opinião de parte da torcida que questiona sua convocação. “A seleção honra o nome do meu avô com muitos nomes, como Vini e Raphinha, mas principalmente nosso príncipe [Neymar]. Nunca tinha visto uma comoção dessa para uma convocação, e tenho certeza que se meu avô estivesse aqui ele estaria muito animado.”
Torcedores homenagearam Pelé e outros ídolos do futebol brasileiro, como Didi, Garrincha, Romário e Ronaldo, com bandeiras que imitavam figurinhas de álbum da Copa.
O custo para acompanhar o jogo no estádio chamou atenção pelo preço elevado: cerveja a US$ 16 (cerca de R$ 80), água a US$ 5 (R$ 25), vinho a US$ 15 (R$ 75), castanhas a US$ 10 (R$ 50) e pipoca a US$ 6 (R$ 30). Muitos torcedores tiveram que equilibrar as finanças para participar do evento. Entre eles, Carlos Araújo, 71 anos, advogado aposentado do Rio de Janeiro, que conseguiu ingresso subsidiado pela CBF e Fifa a R$ 60 para torcidas organizadas. “Mas o Brasil não jogou bem na defesa, precisa ser mais rápido no contra-ataque”, comentou.
O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, do partido democrata socialista, esteve presente no estádio e compartilhou uma foto com a torcida brasileira nas redes sociais. Segundo sua assessoria, sua participação foi motivada por uma cláusula contratual, já que é chefe do Executivo de uma das cidades-sede da Copa. A primeira-dama Rama Duwaji também compareceu ao jogo, mas optou por pagar seu ingresso, apesar de ter direito a entrada gratuita, justificando que se considera “uma pessoa privada, não pública”.
Enquanto isso, a torcida marroquina demonstrou um entusiasmo mais contido em comparação à Copa anterior, no Qatar, quando protagonizou festas vibrantes com instrumentos e bandeiras ao longo da competição.
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