A Copa do Mundo com 48 seleções está superando as expectativas, mas a introdução das pausas para hidratação tem sido alvo de críticas de jogadores, técnicos e torcedores.
A Fifa decidiu dividir as partidas em quatro tempos de 22 minutos, com intervalos para hidratação, numa tentativa de combater a perda de tempo e aumentar o faturamento com pausas comerciais. No entanto, essa mudança tem sido considerada uma “deformidade” do futebol, que tradicionalmente não possui interrupções durante o jogo.
Em Dallas, onde a primeira fase está sendo acompanhada, o estádio é coberto e climatizado, o que torna desnecessária a pausa para hidratação, mas ela é mantida para garantir a isonomia da competição.
Thomas Tuchel, técnico da Inglaterra, afirmou que as pausas beneficiam o time que está em desvantagem, permitindo correções. Lionel Scaloni, da Argentina, comparou o tempo das pausas ao intervalo tradicional, enquanto Mbappé admitiu que gosta das pausas quando seu time está perdendo, mas não quando está ganhando.
O jornalista Marcelo Bechler destaca que o futebol se diferencia de outros esportes justamente por não ter essas pausas, que quebram o ritmo do jogo e ferem o espírito da modalidade. Ele ressalta que a Fifa, que combate o antijogo e simulações de lesão para evitar tempos técnicos, paradoxalmente instituiu essas interrupções comerciais.
Apesar das críticas, a Copa tem sido um sucesso, com estádios lotados mesmo com ingressos caros, e o aumento para 48 seleções não comprometeu o nível técnico, proporcionando boas histórias e surpresas na competição.
Fonte: FOLHA DE SP | ESPORTES









