O árbitro australiano Shaun Evans, supervisor do VAR na partida entre Alemanha e Curaçao no último domingo (14), negou ter feito um gesto supremacista durante a apresentação da equipe do VAR. Em comunicado divulgado pela Fifa nesta segunda-feira (15), Evans afirmou que o movimento foi um “tique involuntário e subconsciente” e que não teve intenção de transmitir qualquer mensagem.
“Imagens captadas durante a partida mostram que repeti esse movimento várias vezes enquanto segurava uma caneta entre os dedos”, explicou o árbitro. “A repercussão após esse incidente não reflete quem eu sou. Entendo como o gesto foi interpretado e lamento, porém quero ser claro que não fiz conscientemente ou deliberadamente o símbolo com a mão que foi sugerido.”
O gesto conhecido como sinal de “OK” tem sido associado a grupos supremacistas brancos, pois os dedos esticados formam um “W” e o indicador e o polegar, um “P”, representando a mensagem “white power” (poder branco). Pesquisadores apontam que o símbolo é usado como uma mensagem codificada para identificação entre membros de grupos racistas, podendo passar despercebido por quem não reconhece o sinal.
A Fifa informou que tomou conhecimento da posição de Evans e não encontrou evidências de violações ao código disciplinar da entidade. O árbitro, que estreou em Mundiais em 2022 no Qatar e é considerado um dos mais respeitados da Austrália, declarou: “Atuar na Copa do Mundo é a maior honra da minha carreira e estou ansioso para apoiar meus colegas pelo restante do torneio.”
Fonte: FOLHA DE SP | ESPORTES









