Após exibição de montagem polêmica envolvendo Bolsonaro, 57 painéis publicitários são retirados em Cidade do Leste
Cidade do Leste, Paraguai – Em resposta à repercussão causada pela exibição de uma montagem que mostrava o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro agredindo o jogador paraguaio Gustavo Gómez, o Ministério de Obras Públicas e Comunicações (MOPC) do Paraguai desativou e retirou 57 painéis publicitários irregulares instalados na faixa de domínio das rodovias da cidade, próxima à fronteira com o Brasil.
A montagem, exibida no dia 30 de maio em pelo menos três telões na região da Ponte da Amizade, mostrava Bolsonaro ao lado de provocações políticas e futebolísticas contra o Paraguai, incluindo uma cena em que ele aparece puxando os cabelos do atleta Gustavo Gómez, convocado para a Copa do Mundo. A imagem foi acompanhada da frase “Brasil mandou e desmandou no campo e na política” e da provocação “o Hexa é nosso”.
As empresas responsáveis pelos painéis, Fast Print e Publimix, afirmaram que a veiculação do conteúdo foi resultado de um ataque hacker aos sistemas. A Polícia Nacional do Paraguai investiga o incidente. A exibição das imagens provocou revolta entre os moradores de Cidade do Leste, que chegaram a depredar um dos telões antes do início da remoção oficial.
Atendendo a uma ordem do presidente do Paraguai, Santiago Peña, o MOPC iniciou a retirada das estruturas, que, além de não possuírem autorização para instalação na faixa de domínio das rodovias, representavam riscos à segurança viária e contribuíam para a poluição visual, conforme previsto na Lei nº 5.016/2014. O material removido foi encaminhado para depósitos do MOPC em Minga Guazú, onde permanecerá armazenado até eventual solicitação formal de devolução pelos proprietários.
Em nota, o MOPC ressaltou que mantém processos administrativos e ações judiciais para a remoção de estruturas instaladas em desacordo com a legislação, mas que decisões judiciais podem atrasar a execução dessas medidas.
A Polícia Nacional do Paraguai acompanhou a situação para evitar confrontos e preservar a segurança na região durante os episódios de revolta dos moradores.
Até o momento, as empresas responsáveis não se manifestaram sobre a retirada dos painéis após a determinação do governo paraguaio. A investigação sobre o ataque hacker segue em andamento.
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