**Marrocos, adversário do Brasil na estreia da Copa do Mundo 2026, chega ao Mundial com projeto sólido e histórico recente de sucesso**
Quando Brasil e Marrocos se enfrentarem na partida de abertura da Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, a Seleção Brasileira terá pela frente uma equipe africana que vai muito além da quarta colocação conquistada no último Mundial, em 2022. A seleção marroquina chega ao torneio respaldada por um projeto esportivo estruturado há mais de uma década, que combina formação de atletas no país, monitoramento global de talentos e forte conexão com a diáspora marroquina na Europa.
Desde a Copa do Mundo de 2022, quando Marrocos alcançou a melhor campanha de uma seleção africana na história dos Mundiais, a equipe disputou 58 partidas, com 44 vitórias, 11 empates e apenas três derrotas. O time marcou 122 gols e sofreu apenas 24, apresentando um aproveitamento superior a 80%.
Uma das características marcantes da atual geração marroquina é a origem de seus jogadores. Dos 26 convocados para a Copa de 2026, 19 nasceram fora do país. Entre eles estão nomes conhecidos do futebol europeu, como Brahim Díaz, do Real Madrid, e Achraf Hakimi, lateral do Paris Saint-Germain, ambos nascidos na Espanha; além do goleiro Bono e do volante Sofyan Amrabat, que nasceram na Holanda.
A mais recente revelação do projeto é o meio-campista Ayyoub Bouaddi, do Lille, que foi capitão da seleção francesa sub-21 e optou por defender Marrocos. Essa escolha reflete a estratégia adotada pela Federação Marroquina de Futebol há cerca de 15 anos, que consiste em identificar jovens de ascendência marroquina antes que firmem vínculos definitivos com outras seleções nacionais.
Esse trabalho ganhou impulso após sucessivos fracassos da seleção principal no final dos anos 2000, quando o rei Mohammed VI idealizou um amplo projeto para fortalecer o futebol do país. Atualmente, olheiros espalhados pela Europa monitoram atletas com raízes marroquinas e mantêm contato desde as categorias de base.
De acordo com levantamento da Universidade de Oxford, a seleção marroquina utilizou 61 jogadores nascidos no exterior na última década, sendo que 28 deles trocaram de nacionalidade esportiva para defender Marrocos.
Além do recrutamento internacional, o projeto inclui uma infraestrutura de ponta para formação de atletas. Em Salé, região próxima à capital Rabat, foi construído o Complexo Mohammed VI, considerado um dos centros de treinamento mais modernos do mundo. O local oferece dormitórios, salas de aula, academia, piscina e diversos campos de treinamento, recebendo atletas a partir dos 12 anos e funcionando como principal base para o desenvolvimento do futebol marroquino.
Com essa estrutura e estratégia, Marrocos chega à Copa do Mundo de 2026 com a missão de repetir ou superar a histórica campanha realizada no Catar, mostrando que é um adversário a ser respeitado desde a estreia do Brasil no torneio.
Fonte: link original








