Trump diz que EUA conduziram operação secreta em Ormuz para liberar navios petroleiros

**Trump afirma que EUA realizaram operação secreta no Estreito de Ormuz para liberar navios petroleiros**

Em meio à escalada de tensões no Estreito de Ormuz, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (10) que os EUA conduziram uma missão secreta no mês passado para garantir a passagem de navios petroleiros pela região, atualmente bloqueada pelo Irã. Segundo Trump, a operação permitiu o escoamento de mais de 100 milhões de barris de petróleo e a travessia de mais de 200 navios comerciais.

Em publicação nas redes sociais, o presidente destacou: "Esse esforço extremamente bem-sucedido deve-se ao fato de que os ESTADOS UNIDOS da AMÉRICA CONTROLAM o Estreito de Ormuz — NÃO o Irã. As forças militares deles estão derrotadas e a economia deles está perdida. Acabou para o Irã!"

Na mesma data, Trump prometeu um novo ataque contra o Irã, classificando-o como "muito forte". Em declaração no Salão Oval da Casa Branca, afirmou: "Nós os atacamos fortemente ontem, e vamos atacá-los fortemente de novo hoje. Eles deveriam ter assinado um acordo."

O anúncio ocorre após uma troca de ataques entre os dois países na terça-feira (9). Forças norte-americanas bombardearam sistemas de defesa e radares iranianos no Estreito de Ormuz, em retaliação à derrubada de um helicóptero militar americano na região. O Irã respondeu com o lançamento de mísseis contra uma base dos EUA no Bahrein.

Trump acusou o Irã de ser o responsável pela queda do helicóptero Apache e classificou as Forças Armadas iranianas como um "completo caos". Em postagem na rede social Truth Social, chamou o país de "valentão do Oriente Médio" e afirmou que o Irã "terá que pagar o preço" por não aceitar um acordo de paz.

Além disso, o presidente anunciou em entrevista à Fox News que está próximo de autorizar novos ataques contra usinas de energia e pontes iranianas.

Em meio às tensões, negociadores do Catar viajaram a Teerã na manhã desta quarta-feira (10) para tentar finalizar um acordo, após consultas com os Estados Unidos, segundo informações da agência Reuters.

**Contexto dos ataques**

Na terça-feira (9), os Estados Unidos realizaram bombardeios contra alvos iranianos, incluindo sistemas de defesa antiaérea, estações de controle e radares que monitoram o Estreito de Ormuz. A ação foi uma resposta à derrubada do helicóptero Apache americano na região.

O Irã retaliou com ataques à Quinta Frota Naval dos EUA, baseada no Bahrein. A Guarda Revolucionária iraniana prometeu uma resposta "contundente", e o chanceler Abbas Araghchi advertiu que "nenhum ataque ficará sem resposta", aconselhando os americanos a deixarem a região para sua própria segurança.

O Comando Central dos EUA (Centcom) declarou que as operações iniciaram às 18h (horário de Brasília) de terça-feira, como uma resposta proporcional à agressão iraniana considerada injustificada.

A situação no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio mundial de petróleo, permanece tensa, com os Estados Unidos reforçando sua presença militar na região e o Irã mantendo seu bloqueio e postura agressiva.

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Paulo Mathias

Colunista - Interage Goiânia.

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