Texto: Carol Aguiar
O caso de um jovem de 23 anos tem comovido moradores de Aparecida de Goiânia e ganhado grande repercussão nas redes sociais nos últimos dias. Gabriel Henrique enfrenta uma condição rara e grave: o nasoangiofibroma, um tumor que se desenvolve na região da nasofaringe, localizada atrás do nariz. Nas redes sociais, onde compartilha atualizações sobre o tratamento, ele pode ser acompanhado pelo perfil @gabriel253r.
Apesar de ser classificado como benigno, o tumor é altamente agressivo. Ele é intensamente vascularizado, ou seja, possui grande quantidade de vasos sanguíneos, o que favorece seu crescimento acelerado e aumenta o risco de complicações graves, como hemorragias.
No caso de Gabriel, o quadro é considerado crítico. O tumor já atinge a região da artéria carótida e tem provocado sintomas severos, como a obstrução da respiração e sangramentos frequentes. Recentemente, o jovem perdeu cerca de dois litros de sangue em uma crise hemorrágica, agravando ainda mais seu estado de saúde.
Em relato publicado na campanha virtual, o próprio Gabriel descreve a gravidade da situação e o impacto da doença em sua rotina.
“Meu nome é Gabriel Henrique, tenho 23 anos, e estou lutando pela minha vida. Hoje estou em tratamento de um nasoangiofibroma, um tumor benigno, porém muito perigoso, por ser altamente vascularizado e estar localizado em uma região muito delicada da cabeça, próximo a artérias importantes, como a carótida. Isso vem comprometendo minha respiração e causando hemorragias frequentes e intensas”, relata.
Ele também destaca o episódio mais recente, que agravou seu quadro clínico. “Tive uma crise muito grave e perdi cerca de dois litros de sangue. Desde então, vivo com o risco constante de isso acontecer novamente”, afirma.
Sem conseguir avançar com o tratamento pela rede pública, Gabriel reforça a urgência da cirurgia. “Busquei ajuda em todos os lugares possíveis, mas infelizmente não estou conseguindo dar andamento pela rede pública, e a cirurgia que preciso é de alto custo. Hoje, essa é a única chance que tenho”, diz.
Documentos obtidos pela reportagem mostram que a cirurgia de Gabriel pelo Sistema Único de Saúde (SUS) não foi agendada devido à falta de equipamento específico no hospital. De acordo com manifestação registrada junto à ouvidoria do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (HC-UFG), o procedimento por via endoscópica nasal não pôde ser marcado por ausência de um drill para cirurgia endonasal com broca reta de 4mm, equipamento essencial para a realização do procedimento.
O registro, protocolado sob o número 23546.135535/2025-03, solicita esclarecimentos e providências da unidade hospitalar. Até o momento, não há confirmação de quando o equipamento estará disponível para viabilizar a cirurgia pelo SUS.
Gabriel também publicou um vídeo nas redes sociais em que explica detalhadamente sua situação e faz um apelo por ajuda. O conteúdo pode ser acessado pelo link:
👉 https://www.instagram.com/p/DW5PT0Mjbf2/
Diante da gravidade do caso, familiares e amigos iniciaram uma mobilização nas redes sociais para arrecadar recursos e ampliar a visibilidade da situação. A campanha tem sensibilizado internautas, que vêm compartilhando a história do jovem.
Como ajudar
As doações podem ser feitas por meio da vaquinha online criada para custear o tratamento:
👉 https://www.vakinha.com.br/vaquinha/salvando-a-vida-do-gabriel-henrique
Também é possível contribuir via Pix:
👤 Ana Maria Magalhães Bispo (avó)
📲 62999331120
A meta da campanha é de R$ 300 mil para viabilizar a cirurgia e demais custos do tratamento. A família reforça que, além das doações, o compartilhamento da campanha é fundamental para aumentar o alcance e ajudar a salvar a vida do jovem.








