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Segurança e posicionamento: O que sustenta uma clinica na Bélgica.

Brasileira, empresária no ramo da estética e atualmente, mentora para empresas na Bélgica, Aline Miranda não começou na estética. Ela começou cuidando do bem estar do outro. Desde os 8 anos de idade, já fazia unhas, maquiagem, mexia em cabelos mas muito antes de qualquer técnica, havia um valor aprendido dentro de casa: servir com amor.

Foi com a avó que veio o primeiro ensinamento cuidar é um ato de presença.
Ela pintava o cabelo da avó, fazia massagem em seus pés, organizava suas coisas. Ali, ainda criança, Aline já entendia algo que muitos profissionais demoram anos para compreender: tocar alguém é responsabilidade.

A estética não nasceu como profissão, nasceu como propósito. Anos depois, esse propósito ganhou forma empresarial, ao se estabelecer na Bélgica, Aline percebeu que talento e boa intenção não eram suficientes para sustentar uma clínica no mercado europeu. O ambiente regulatório é rigoroso, os padrões sanitários são elevados e os controles administrativos exigem organização constante.

Foi então que seu trabalho evoluiu.

Hoje, além de empresária, Aline se dedica à mentoria de clínicas de estética na Bélgica, orientando profissionais, especialmente imigrantes a estruturarem seus negócios com clareza, segurança e alinhamento às normas locais. Seu foco não é “driblar” regulamentações, mas ensinar como preveni-las: organização documental, protocolos sanitários adequados, comunicação transparente e gestão responsável.

Para ela, evitar problemas regulatórios não é sorte, é estratégia.

Aline acredita que profissionalizar a gestão é também uma forma de cuidado.

Cuidado com o cliente, com a equipe e com o futuro do negócio. Porque, no fim, aquilo que começou com uma criança fazendo massagem nos pés da avó, hoje se traduz em algo maior: clínicas mais estruturadas, empresárias mais conscientes e um mercado mais seguro. Cuidar continua sendo o centro de tudo.
A diferença é que agora o cuidado também inclui números, normas e visão empresarial.

O nosso portal fez algumas perguntas cruciais para Aline sobre como estruturar uma clínica de sucesso na Belgica, confira o que ela respondeu:

Portal Interage: Em que momento você percebeu que sua missão era guiar outras empresárias?

Aline Miranda: O momento, foi quando as mulheres começaram a me procurar não só para fazer procedimentos no meu instituto mas também para me perguntar sobre o negócio delas. Elas questionavam:
• “Como você fez?”
• “Como você conseguiu?”
• “Me ensina?”
• “Eu me inspiro em você.”

E eu comecei a perceber uma coisa:
Eu saí do zero. Sem direção, sem mentor… Aprendi tudo na marra, tive alguns problemas com o governo, com controles, com organização, Errei muito mas mesmo assim também conquistei muito e sinto, que ainda nem sou um terço do que ainda posso conquistar.

Ali eu entendi que muitas mulheres não precisam de mil cursos técnicos, elas precisam de visão, precisam de direção, precisam de alguém que diga: “Você consegue mas vamos fazer do jeito certo.”

Eu não dou só empurrão, eu dou quase um coice mesmo (brinca Aline) porque consigo enxergar o potencial que elas têm.

Portal Interage: Qual foi o maior desafio que enfrentou no início da sua carreira?

Aline Miranda: Sem dúvida alguma: síndrome da impostora e auto sabotagem.

• Eu cobrava barato.
• Eu tinha medo de julgamentos.
• Eu evitava fazer massagem modeladora porque pensava: “Como eu, acima do peso, vou vender isso?”

Sendo que as melhores profissionais que eu conheci eram exatamente assim. Entendi algo valioso, O problema nunca foi capacidade, era a insegurança.

Eu sempre me perguntava:
“Será que ficou bom mesmo?”
“Será que vão gostar de mim?”

O meu maior desafio foi vencer a minha própria voz interior e o segundo foi não saber por onde começar, aprendi tudo errando, apanhando, pagando para aprender.

Se eu tivesse sido instruída lá atrás, eu teria alcançado o sucesso que conquistei com mais rapidez e é por isso que hoje eu me tornei mentora.

Portal Interage: Que erro você cometeu no começo e que hoje ensina suas mentoradas a evitar?

Aline Miranda: Eu não tinha, Pró-labore definido, Separação de contas, Reserva de caixa, misturava tudo e vivia da “gorjeta do empreendedor” Se sobrava, eu pegava, se não sobrava, eu apertava.

Hoje eu ensino algo muito claro: Você não é a funcionária do seu negócio, Você é a dona e precisa ter salário, ter planejamento.

Eu ensino minhas mentoradas a:
• Definir pró-labore desde o início
• Colocar isso nos custos fixos
• Separar contas pessoais da empresa
• Criar reserva para meses fracos

Porque um mês fraco pode acontecer, faltam clientes o Mercado oscila e uma empresa saudável se prepara antes da crise.

Portal Interage: Como atrair clientes que valorizam você/sua empresa e não apenas promoções?

Aline Miranda: Eu acredito profundamente em uma coisa: Você precisa servir até constranger, não é sobre se humilhar, é sobre surpreender.

Coisas que o cliente entra no seu espaço e já precisa sentir:

✨ Um sorriso verdadeiro
✨ Acolhimento real
✨ “Posso pegar seu casaco?”
✨ “Aceita um café?”
✨ Atenção nos detalhes

Ele foi só pedir informação mas já recebeu tratamento VIP. A experiência começa na porta através da energia, do cheiro do ambiente, da organização do seu espaço, no tom de voz. Todos os sentidos do cliente são ativados. Quando você serve com uma excelência absurda, acontece algo poderoso: O cliente pensa: “Eu só vim perguntar e já recebi tudo isso… imagina quando eu fechar.” Ele começa a sentir valor antes de ouvir o preço e quando o valor é percebido antes do preço, o desconto deixa de ser prioridade. Cliente que vive promoção busca preço.
Cliente que vive experiência busca você, e tem mais:
Quando você serve com esse nível de entrega, o cliente quase se sente em débito emocional. Não por obrigação
Mas por reconhecimento. Ele pensa: “Eu preciso fechar aqui, Eu preciso voltar, Eu preciso indicar.” Porque excelência constrange positivamente.

Portal Interage: Quais certificações ou registros são indispensáveis para atuar legalmente na Bélgica?

Aline Miranda: Para atuar legalmente na Bélgica é necessário:
• Registro como autônoma (indépendant / zelfstandige)
• Número de empresa (BCE/KBO)
• Registro no VAT (TVA/BTW), se aplicável
• Inscrição na seguridade social para autônomos
• Seguro de responsabilidade civil profissional
• Formação/certificação adequada ao tipo de procedimento

E aqui vai algo importante: A Bélgica fiscaliza. E fiscaliza de verdade, trabalhar informalmente pode custar muito caro e o maior erro é achar que pode fazer como fazia no Brasil… Aqui é outro sistema, outra mentalidade, outra estrutura, finaliza Aline.

Em um mercado cada vez mais regulamentado, improviso não é coragem, é risco. Aline Miranda ensina que profissionalismo não se prova apenas na técnica, mas na estrutura que sustenta o negócio. Na Bélgica, onde normas são claras e controles são rigorosos, crescer exige preparo, organização e visão.

Da menina que cuidava da avó à mentora que orienta clínicas na Europa ela carrega o mesmo princípio: cuidar é um compromisso. Hoje, ela ensina que proteger uma clínica das exigências regulatórias é também proteger histórias, famílias e futuros. Porque quando o cuidado é genuíno, ele começa nas mãos
mas se sustenta na gestão.

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Postado por:

Jéssica Mesquita

Colunista - Interage Goiânia.

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