Lesões musculares lideram afastamentos de jogadores na Copa do Mundo de 2026

Na noite de sábado, 6 de junho, durante o amistoso preparatório para a Copa do Mundo entre Brasil e Egito, o jogador Wesley sofreu uma lesão no músculo adutor da coxa esquerda e foi afastado da competição. Em seu lugar, Éderson foi convocado para a seleção brasileira.

Wesley não é um caso isolado: Raphinha e Neymar também enfrentam problemas físicos nesta Copa. Raphinha lesionou a parte posterior da coxa direita na partida contra o Haiti e está fora do jogo contra a Escócia, marcado para 24 de junho. Neymar, por sua vez, se recupera de uma lesão muscular grau 2 na panturrilha direita, sofrida em 17 de maio durante um jogo entre Santos e Coritiba. Sua participação contra a Escócia ainda é incerta.

Especialistas consultados pela Folha apontam que as lesões musculares são o tipo de problema de saúde mais comum entre jogadores profissionais atualmente. Essas lesões acontecem quando as fibras musculares são submetidas a cargas superiores à sua capacidade, variando de estiramentos leves a rupturas parciais ou completas.

Médicos classificam as lesões em três graus: grau 1 (estiramento leve), grau 2 (ruptura parcial com dor e limitação de movimentos) e grau 3 (ruptura extensa ou completa, com recuperação prolongada). Algumas classificações incluem ainda o grau 4 para lesões mais graves.

Segundo Moisés Cohen, presidente do Comitê Médico Esportivo da Federação Paulista de Futebol e professor da Unifesp, a intensidade do futebol moderno, caracterizado por maior força e agressividade, tem elevado o risco de lesões. “O atleta joga no limite fisiológico, com excesso de partidas, pouco tempo para recuperação, viagens frequentes, calor intenso e pressão por resultados”, explica.

Além disso, a Copa do Mundo de 2026 apresenta desafios adicionais, como o deslocamento entre Estados Unidos, México e Canadá, com longas distâncias, mudanças climáticas, de altitude e fuso horário, que aumentam o desgaste físico dos jogadores.

O médico do esporte Páblius Braga, do Hospital Nove de Julho, destaca que o futebol é um esporte complexo, com movimentos não lineares e grande exigência de mobilidade, o que torna impossível eliminar totalmente o risco de lesões, mesmo com treinamento e prevenção.

Fonte: FOLHA DE SP | ESPORTES

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