O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, defendeu nesta quarta-feira (24) que o presidente Lula (PT) retire Jaques Wagner (PT-BA) do cargo de líder do governo no Senado, diante das suspeitas envolvendo o senador relacionadas ao Banco Master.
“Torço para que de fato não tenha absolutamente nada em relação a Wagner, uma pessoa que respeitamos muito. Se ele continua ou não na liderança, são coisas diferentes. Tem momentos em que a pessoa tem que deixar sua posição para se defender”, afirmou Marinho. “Eu optaria em substituí-lo.”
Na terça-feira, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT-SP) afirmou que Wagner atuou contra o Banco Master e ajudou o governo a bloquear os interesses da instituição. “Posso depor onde ele quiser”, disse Haddad.
Marinho ressaltou que Haddad é a pessoa mais credenciada para defender Wagner, já que tratou diretamente com o líder para as articulações de propostas do governo no Congresso. No entanto, o ministro destacou que o tema será discutido entre Wagner e o presidente Lula.
A Polícia Federal investiga suspeitas de que Wagner recebeu pagamentos ligados ao banco de Daniel Vorcaro, por meio da empresa da esposa do enteado, além de um apartamento em Salvador avaliado em R$ 2,5 milhões. O senador foi alvo de busca e apreensão na última quarta-feira (18).
A PF identificou um pagamento de R$ 3,5 milhões de uma empresa ligada ao empresário Augusto Lima ao “núcleo familiar” de Jaques Wagner. Lima foi sócio de Vorcaro no banco, e segundo o ministro do STF André Mendonça, essa é uma das evidências da proximidade entre o parlamentar e o empresário.
Wagner chegou a Brasília nesta quarta para tentar convencer Lula a mantê-lo na liderança até o início do recesso parlamentar, em 19 de julho. Ele afirma ser inocente das acusações e alerta que seu afastamento poderia prejudicar o palanque do presidente na Bahia. Porém, auxiliares do presidente acreditam que Lula deve convencê-lo a deixar o cargo.
Fonte: FOLHA DE SP | POLITICA









