O ex-ministro Fernando Haddad anunciou que tomará até esta quinta-feira (25) a decisão sobre quem será seu candidato a vice-governador na chapa para o governo de São Paulo. A escolha será feita entre três ex-auxiliares do presidente Lula: Marina Silva (Rede), Simone Tebet (PSB) e Márcio França (PSB).
A informação foi divulgada por Haddad em suas redes sociais na noite de quarta-feira (24). Segundo relatos, o ex-ministro da Fazenda ficou surpreso com a decisão de Lula de deixá-lo responsável pela definição do nome. Ele deve discutir o tema com aliados e definir o vice em até 24 horas.
A decisão ocorreu após reunião no Palácio da Alvorada entre Lula e pré-candidatos que compõem o palanque para a campanha em São Paulo. Estiveram presentes Haddad, os presidentes do PSB e do PT, João Campos e Edinho Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), e as pré-candidatas ao Senado Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede).
Na mesma ocasião, Lula e o senador Jaques Wagner (PT-BA) decidiram pelo afastamento de Wagner da liderança do governo no Senado, em razão de investigação da Polícia Federal sobre seu envolvimento no caso Master.
Márcio França retomou conversas para lançar candidatura ao governo paulista após desistências de Paulo Serra (PSDB) e Kim Kataguiri (Missão). França argumenta que sua candidatura evitaria uma definição da eleição já no primeiro turno, destacando a competitividade entre Haddad e Tarcísio de Freitas (Republicanos).
No PT, a tentativa de França de concorrer ao governo foi vista com ressalvas, pois poderia dividir votos de Haddad. Um dirigente do partido classificou o comportamento do ex-ministro do Empreendedorismo como “inconveniente”. Desde o ano passado, França manifestava interesse na candidatura ao governo.
Com a decisão de Haddad de disputar o governo, França optou por concorrer ao Senado, embora o PT tenha idealizado a chapa com Tebet e Marina Silva para o cargo. Aliados afirmam que a candidatura de Tebet foi um pedido de Lula e não uma decisão do PSB.
Em 2022, França também ensaiou candidatura ao governo paulista, mas desistiu após acordo com o PT para apoiar Haddad, que teve Lúcia França como vice. Naquele ano, o senador eleito foi Marcos Pontes (PL) com 49,68% dos votos.
Fonte: FOLHA DE SP | POLITICA









