Figurinhas falsas da Copa 2026 são vendidas no metrô de São Paulo e em sites; saiba como evitar golpes

No ano da Copa do Mundo, a venda de produtos oficiais relacionados ao Mundial e à seleção brasileira aumenta significativamente, mas também cresce a circulação de itens falsificados, como camisas, bonés e figurinhas do álbum oficial.

Em São Paulo, a consultora de vendas Camila Marta, 32 anos, relata que comprou pacotes de figurinhas por R$ 5 cada de um ambulante na estação Sé do Metrô, valor inferior aos R$ 7 cobrados pela editora Panini, responsável pelo álbum oficial. A suspeita de que as figurinhas eram falsas surgiu após ela abrir os envelopes e encontrar várias imagens repetidas.

Camila descreve que as figurinhas apresentavam acabamento irregular, impressão fosca, cortes mal feitos e tamanhos variados, além de algumas estarem com a numeração incorreta para o álbum.

A Panini recomenda que os consumidores adquiram os produtos apenas em pontos de venda autorizados, físicos ou online, e fiquem atentos a preços muito abaixo do valor oficial. A editora também orienta a verificar se o pacote está lacrado de forma uniforme em toda a extremidade, um indicativo de originalidade.

A assessoria do Metrô de São Paulo informa que realiza rondas constantes para coibir a venda irregular de produtos em suas estações e trens, já que o comércio ambulante é proibido nas dependências da empresa. A companhia afirma ter apreendido figurinhas comercializadas sem autorização, embora em menor quantidade.

Mercado ilegal cresce no Brasil

A Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF) destaca que o mercado ilegal no país tem crescido, causando prejuízos recordes para empresas e cofres públicos. Segundo o Anuário da Falsificação de 2026, divulgado em maio, os prejuízos relacionados à falsificação, contrabando e pirataria ultrapassaram R$ 514 bilhões no último ano.

Entre os setores mais afetados estão bebidas alcoólicas (R$ 89,5 bilhões), vestuário (R$ 55 bilhões), combustíveis (R$ 30 bilhões), perfumaria (R$ 22,8 bilhões), defensivos agrícolas (R$ 22 bilhões) e medicamentos (R$ 16,8 bilhões).

Além disso, artigos esportivos falsificados, como as figurinhas da Copa, são facilmente encontrados em marketplaces e espaços públicos, reforçando a importância da atenção do consumidor para evitar golpes.

Fonte: FOLHA DE SP | ESPORTES

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