O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) discute a possibilidade de limitar a inclusão de vídeos e áudios em questionários de pesquisas eleitorais, com o objetivo de reduzir riscos de manipulação nas respostas dos eleitores.
A decisão sobre o tema deve ser adiada para, no mínimo, agosto, próximo ao início da propaganda eleitoral, que começa em 16 de agosto. O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, que censurou recentemente uma pesquisa Atlas/Bloomberg, afirmou que convidará os institutos para diálogo, mas ainda não há data definida para as reuniões.
Durante as sessões, ministros como Dias Toffoli, André Mendonça e Floriano de Azevedo Marques destacaram a importância de estabelecer regras claras para o uso de material audiovisual nas pesquisas, buscando evitar induzimentos subjetivos ou tendenciosos.
Até o momento, as restrições às pesquisas têm se baseado em critérios como ausência de registro na Justiça Eleitoral, número insuficiente de entrevistados ou falta de entrega prévia do questionário.
O episódio que motivou a discussão envolveu a censura à pesquisa Atlas/Bloomberg, que apresentou queda nas intenções de voto do candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ), após a inclusão de áudio relacionado ao caso “Dark Horse”. A AtlasIntel esclareceu que o áudio foi apresentado apenas após a coleta das intenções de voto, sem possibilidade de alteração das respostas.
Alguns ministros defendem que o uso de vídeos e áudios não seja proibido, mas que haja exigência de registro da transcrição desses materiais e apresentação de laudos técnicos para avaliar a possibilidade de manipulação.
Fonte: FOLHA DE SP | POLITICA









