As paradas para hidratação implementadas na Copa do Mundo de 2026 geraram opiniões divergentes entre técnicos, jogadores e torcedores. Enquanto nomes como Marcelo Bielsa, técnico do Uruguai, e Thomas Tuchel, da Inglaterra, manifestaram-se contrários à medida, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, defendeu as pausas e afirmou que elas podem ser adotadas em edições futuras do torneio.
Em entrevista à emissora britânica SNTV, Infantino destacou que as pausas contribuem para a intensidade das partidas. “Até o último segundo da partida os jogadores atacam, e assim por diante. Talvez não, mas talvez seja também um pouco graças a essa pequena pausa que os jogadores têm e depois podem voltar ao campo e mostrar o que sabem fazer”, declarou.
O mandatário ressaltou ainda que a regra deve ser aplicada em todas as partidas para evitar vantagens ou desvantagens a equipes e técnicos, independentemente da temperatura do local. “Se usássemos as pausas para hidratação apenas nas partidas em que estava muito quente e não nas outras, estaríamos dando uma vantagem ou desvantagem a alguns técnicos ou a algumas equipes”, afirmou.
Críticas também foram feitas quanto ao uso do tempo das pausas para veiculação de propagandas nas transmissões, especialmente nos Estados Unidos. Infantino esclareceu que a Fifa não obtém receita extra com essa prática, pois os contratos foram assinados antes da introdução das pausas.
O técnico Marcelo Bielsa comentou que a mudança altera a concepção tradicional do futebol, afirmando que “essa mudança de cultura não acrescenta nada e tira muito”. Já o atacante francês Kylian Mbappé avaliou que a percepção dos jogadores sobre as pausas depende do andamento do jogo, podendo ser benéfica ou prejudicial conforme o momento da partida.
Fonte: FOLHA DE SP | ESPORTES









