Carlo Ancelotti chegou visivelmente cansado ao Hard Rock Stadium na noite de terça-feira (23), após quase três horas de atraso no voo da seleção brasileira de Newark, Nova Jersey, para Miami. A CBF tentou cancelar a entrevista coletiva de véspera de jogo, mas a Fifa manteve o compromisso.
O treinador italiano falou sobre a expectativa para o confronto contra a Escócia, nesta quarta-feira, pelo Grupo C da Copa do Mundo 2026. Após um empate por 1 a 1 com Marrocos e uma vitória por 3 a 0 sobre o Haiti, Ancelotti destacou a importância de manter a curva de crescimento da equipe.
“Temos um compromisso muito grande de melhorar neste Mundial. Não começamos bem, o segundo jogo foi melhor, e somos conscientes de que o terceiro jogo deve ser melhor. Se fizermos um bom jogo, estaremos em uma boa posição para os mata-matas que chegarão”, afirmou o treinador.
Ele ressaltou a qualidade do primeiro tempo contra o Haiti como base para o próximo jogo, destacando a efetividade ofensiva e a organização no meio-campo.
Ancelotti também demonstrou respeito pela Escócia, equipe que costuma jogar no 4-4-2 com muitas bolas longas, citando os meias McTominay e McGinn e alertando para a necessidade de atenção às jogadas aéreas.
Sobre a escalação, Ancelotti manteve o mistério, especialmente sobre o substituto do atacante Raphinha, afirmando ter uma ideia clara, mas sem revelar nomes. O driblador Luiz Henrique é o favorito para a vaga.
Ao ser questionado sobre a experiência de comandar o Brasil em uma Copa do Mundo, Ancelotti declarou: “É uma honra estar no banco da seleção. É uma experiência viva. Muito feliz. Creio que até hoje estava perfeito, tivemos um pouco de problema. Vai ser bonito, passe o que passe. Temos confiança de que pode ser um bom Mundial para nós, mas no futebol tudo pode acontecer. Independentemente disso, vai ser uma experiência muito bonita”.
O treinador encerrou a coletiva e se dirigiu ao hotel da delegação brasileira.
Fonte: FOLHA DE SP | ESPORTES









