Em 2025, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, instituiu o Prêmio da Paz da Fifa, concedido pela primeira vez ao então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em uma iniciativa que gerou controvérsias no mundo do futebol.
O gesto, visto como uma tentativa de conquistar Trump como aliado, elevou a um novo patamar os esforços de Infantino para estreitar relações com o governo americano. A honraria, organizada às pressas, causou irritação entre dirigentes do futebol, que criticaram a Fifa por adotar uma postura partidária.
Além do prêmio, Infantino tem promovido mudanças significativas na entidade máxima do futebol mundial, aproximando-a do estilo de negócios e da dinâmica política associada a Trump. Sob sua gestão, a Fifa passou a explorar novas áreas, como o licenciamento da marca para hotéis e a possibilidade de lançar uma criptomoeda própria, alinhando-se a práticas comuns à família Trump.
Embora a sede da Fifa permaneça em Zurique, a organização abriu recentemente um centro de operações em Miami, onde Infantino reside, fortalecendo sua proximidade com o círculo do presidente americano.
Desde que assumiu a presidência da Fifa em 2016, Infantino busca reposicionar a entidade, especialmente nos Estados Unidos, após os escândalos de corrupção que abalaram a organização. Para isso, adotou uma estratégia de alinhamento com Washington, aproximando-se de um governo também marcado por controvérsias e adotando uma abordagem transacional semelhante à de Trump, que combina relações pessoais e oportunidades de negócio.
Mesmo durante processos de impeachment e quedas na popularidade de Trump, Infantino manteve elogios públicos ao presidente, o que lhe garantiu acesso ao círculo trumpista e facilitou contatos institucionais importantes para a Fifa.
Fonte: FOLHA DE SP | ESPORTES









