Uma oportunidade única para estilistas autorais, designers independentes, artistas visuais e criadores, que tenham a moda por paixão e expressão artística. Os selecionados vão receber R$ 3 mil para executarem os looks e concorrerem ao prêmio de 1º lugar no encerramento do festival
O Moda + Identidade Goiás (MIG) nasce para mostrar que moda também é memória, território e perspectivas de futuro. Tanto é que “Povos Originários” é o tema desta 2ª edição do festival, que ocorre entre os dias 7 e 9 de agosto, no Teatro Zabriskie, em Goiânia. Neste primeiro momento estão abertas as inscrições do concurso “Tramas da Origem”, que selecionará até 25 propostas para a votação popular online. Os oito projetos mais votados vão receber R$ 3 mil cada um para executarem um look completo. Os interessados têm até o dia 15 de março para se inscreverem, por meio do site do MIG 2026.
O MIG reconhece os povos originários como culturas vivas, contemporâneas e produtoras de conhecimento. O intuito é valorizar narrativas, saberes, técnicas e formas de existência como referências fundamentais para pensar a criação no presente. O projeto tem o apoio do Fundo de Arte e Cultura do Estado de Goiás e a curadoria de Adrián Ilave, profissional da moda do Peru, que criou o conceito “Arqueomoda”, em que explora estilos de vida ancestrais na desconstrução de narrativas coloniais.
De acordo com a idealizadora e diretora do MIG, Bárbara Félix, o objetivo é tornar o festival uma plataforma cultural que valoriza identidades locais com projeção para a moda goiana dentro de um contexto cultural mais amplo. “O concurso não é restrito a acadêmicos. Ele é aberto a criadores maiores de 18 anos, residentes em Goiás há pelo menos dois anos, independentemente da formação. A expectativa é ampliar a participação e democratizar o acesso, fortalecendo novos talentos e também criadores já atuantes no mercado”, explica.
Concurso “Tramas da Origem”
As três fases do concurso: inscrição, habilitação e votação popular estão detalhadas no regulamento disponível no site do MIG. A primeira, que são as inscrições online se encerra no dia 15 de março. A segunda será a fase de habilitação dos documentos e a avaliação das propostas, em que 25 propostas serão selecionadas. Por fim, os oito projetos mais votados pelo público vão receber cada um R$ 3 mil.
Os selecionados terão de dois a três meses para desenvolverem o look completo, que inclui vestimenta integral, acessórios, calçados e todos os elementos que compõem a construção da proposta. “Queremos não apenas premiar, mas viabilizar a criação com estrutura e dignidade profissional, oferecendo incentivo financeiro para o desenvolvimento das ideias dos criadores”, enfatiza Bárbara Félix.
No encerramento do evento, haverá a exposição dos oito looks e a avaliação do júri especializado. O 1º lugar receberá R$ 1 mil adicionais, além do troféu do evento. Também haverá troféu específico para 1º lugar na categoria estudantes de moda. “O MIG entende que moda é linguagem cultural. Por isso, além da estética, é fundamental que o projeto apresente pensamento, responsabilidade criativa e clareza conceitual”, finaliza a diretora do festival.
Saiba mais sobre Bárbara Félix
Com formação em fotografia nos anos 1990, a trajetória de Bárbara Félix no universo da Moda teve início em 2005 como professora em Artes Visuais e Design de Moda. Iniciou no Senac Uberlândia e, posteriormente, em faculdades do Triângulo Mineiro (UNITRI, UNIPAM e UNIUBE). Na arte-educação, atua desde 2010, tendo lecionado no projeto Arte Educação da Fundação Jaime Câmara e, posteriormente, em artes visuais e artesanato no Basileu França, em Goiânia.
Também trabalhou com estamparia para lingeries destinadas a empresas como Lojas Americanas, Marisa e Pernambucanas, entre outras. Durante a formação em Design de Moda pela UFG/FAV, estudei Alta Costura, em 2001, na Universidad Politécnica de Madrid – Centro Superior de Moda de Madrid, com as irmãs Carriche, que trabalharam diretamente com Cristóbal Balenciaga.
Em São Paulo, Bárbara trabalhou com marca própria, a Fiori di Nonna, dedicada à avó Jenery Nascimento. “Cresci vendo-a produzir flores de tecido, arranjos e adereços com um esmero que beirava a perfeição. Minha madrinha, também com formação em artes visuais, pintava camisetas à mão — tendência marcante da época”, contextualiza.
Serviço
Assunto: Concurso “Tramas da Origem”
Quando: até 15 de março
Onde: Site do MIG 2026
Mais informações: @modaidentidadegoias
Inscrições gratuitas!








